Natureza nas Ilhas Cies

Espaço Natural Protegido

O arquipélago das Ilhas Cies é um espaço natural que conta com inúmeros sistemas de proteção, de entre os quais vale a pena salientar a sua pertença à Rede de Parques Nacionais. Uma das principais medidas tomadas para garantir a sua conservação é a restrição do número de visitantes diários.

Em 1980 as Ilhas Cies foram declaradas Parque Natural com o objetivo de preservar, conservar e regenerar este espaço natural, promovendo o seu conhecimento e possibilitando uma utilização pública compatível com a conservação da natureza.

Posteriormente, em 2002, foi criado o Parque Nacional Marítimo-Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza, formado por um conjunto de arquipélagos, ilhas e ilhéus que são Cies, OnsSálvora e Cortegada.

 

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Clima Mediterrânico

clima das Ilhas Cies é especialmente particular. Da mesma maneira que no resto das ilhas que fazem parte do Parque Nacional, aprecia-se um clima mediterrânico subúmido de transição atlântica, o que se traduz numa redução considerável das precipitações em relação à costa e temperaturas ligeiramente superiores.

Flora Terrestre Endémica

flora das ilhas apresenta um aspeto muito arborizado, predominando, entre outras espécies, o pinho e o eucalipto, mas contando também com espécies endémicas que apenas se encontram neste meio como são a Erva de Namorar ou a Camarinha.

Entre os arbustos predomina o tojo, a esteva, o trovisco e a silveira. Nos terrenos mais protegidos, o tojo adquire um grande tamanho, fazendo as vezes de barreira de proteção das colónias de aves marinhas.

Mas, como já foi referido, de todas as plantas das ilhas, as mais importantes e de maior valor ecológico são aquelas que aparecem nas dunas e falésias, por serem as plantas que apenas se dão neste meio, escassas e endémicas. De entre todas elas, destacam a armeria ou erva-de-namorar, empregada antigamente para realizar beberagens mágicas relacionadas com o amor e a fertilidade, e a camarinha, um arbusto que dá uns pequenos frutos comestíveis.

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Fauna Terrestre Singular

As Ilhas Cies possuem uma fauna terrestre muito particular. Neste arquipélago tem o seu habitat o corvo marinho, sem dúvida uma das espécies mais singulares de entre as que é possível encontrar no meio, e um dos exemplos mais espetaculares de adaptação ao meio marinho que existe na natureza.  Esta ave convive no arquipélago com a maior colónia do mundo de gaivotas de pata amarela e com outras espécies como são as gaivotas escuras, os airos ibéricos ou os painhos comuns.

Para além das aves que se reproduzem no parque, ao longo do ano é frequente a presença de outras aves marinhas e aquáticas que fazem uso do parque durante os seus períodos migratórios e hibernantes, como é o caso do falcão-peregrino ou o açor.

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O Meio marinho

O meio marinho representa aproximadamente 85% do Parque Nacional Marítimo-Terrestre das Ilhas Atlânticas da Galiza. A zona submarina que rodeia as Ilhas Cies forma um dos ecossistemas mais ricos da costa galega e conta com uma importante floresta de algas pardas e corais.

Nas falésias, expostas a fortes marés, crescem percebes e mexilhões. Na sua parte submarina, muito pedregosa, é possível encontrar navalheira, santola, lavagante e polvo. Nas praias das zonas mais protegidas há uma grande variedade de moluscos bivalves, bem como rodovalhos, solhas e linguados. As zonas de rochas, mas protegidas, que se encontram no interior das ilhas, são povoadas por verdadeiras florestas de anémonas e inúmeros ouriços-do-mar.

É possível ainda encontrar outras espécies que habitam baixo as águas do Parque Nacional, tais como sargos, lontras ou estrelas-do-mar.

Habitualmente as águas que rodeiam as Cies são visitadas por golfinhos, baleias e tartarugas marinhas.

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