História das Ilhas Cies

Prehistória

As Ilhas Cies foram território de passagem do homem do Paleolítico, Mesolítico e Neolítico mas não chegaram a constituir um assentamento até à Idade do Bronze. Desta época foram encontradas ferramentas atribuíveis ao Mesolítico (há uns 10.000 anos), mas ainda não foram encontrados restos das etapas pré-históricas posteriores (Neolítico e Calcolítico). Da Idade do Bronze destaca o povoado castrejo das Hortas, localizado na aba ocidental do Monte Faro, bem como outras referências a estruturas similares no Alto da Campá, ainda por verificar.

“As Hortas” é um povoado de tipo castrejo-romano assim classificado pelas estruturas e restos encontrados. Este espaço possui uma série de refúgios naturais dos quais é destacável o conhecido como “Altar Druídico”, que muitos interpretaram como ara de sacrifícios na honra dos deuses.

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Idade Antiga

Nas Ilhas Cies ou “Ilhas dos Deuses”, como foram denominadas pelos romanos, existem claras evidências da passagem desta civilização. Os restos romanos similares ao povoado das Hortas encontrados na Ilha Sul, juntamente com cerâmicas e inclusivamente um anel de ouro que data do século II d.C., sugerem que nestas ilhas, às quais Plínio denominou com as Ilhas Siccas, existiu também um assentamento ou posto de vigilância para as naves mercantes, ainda por confirmar.

Neste paraíso natural localiza-se também a lenda de Júlio César, que lutou contra os Hermínios refugiados nestas terras. No entanto, o invencível general mostrou-se incapaz de confrontar pelas armas a bravura deste povo e não teve outra hipótese senão vencê-los pelo cerco e a fome.

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Idade Média

Em 899, o rei Afonso III doou as Ilhas à Igreja e os monges que nelas se instalaram exerceram funções de controlo e administração sobre a pequena população que congregaram. Os conventos seriam transferidos para a Ordem Beneditina em 1152 e para os Franciscanos em 1377. Estas novas comunidades religiosas permaneceram nas ilhas até meados do século XVI.

Idade Moderna

Durante esta época, as Ilhas Cies foram utilizadas como zonas de pesca ou refúgio para barcos estrangeiros. Estas novas invasões de turcos, tunisinos e ingleses respeitaram em grande medida os moradores, exceto no caso do famoso pirata Francis Drake, que se assanhou com a Ria de Vigo e assolou as Cies.

Em 1702 aconteceu nesta Ria a famosa Batalha de Rande entre as esquadras franco-espanhola e anglo-holandesa que, após a vitória desta última, deixou lendas sobre tesouros encerrados nos navios espanhóis afundados nas águas destas ilhas.

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Idade Contemporânea

Atualmente as Ilhas Cies fazem parte do Parque Nacional Marítimo – Terrestre das Ilhas Atlânticas. Trata-se do segundo destino turístico com maior afluência da Comunidade, após a catedral de Santiago de Compostela.

Até meados do século XX as Ilhas Cies foram habitadas por bastantes famílias que as foram abandonando gradualmente, devido aos escassos meios e recursos de que dispunham naquele ambiente.

Nas últimas décadas, as visitas turísticas cresceram exponencialmente e, na atualidade, tem-se tornado o segundo destino turístico da Galiza, após a Catedral de Santiago de Compostela.

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